sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Capítulo 16

Luan POV

Sinceramente, minha vida não poderia estar pior, eu não sabia o que fazer, como agir, estava perdido. No momento estou arrumando minhas malas e a da Sophia para ela poder ser transferida para Londres. Minha filha ficaria com meus pais que voltariam para casa com ela, os pais da Sô não puderam ir porque teriam que voltar ao trabalho, ou seja, ficaria sozinho em uma cidade que não conheço muito bem, com minha mulher internada. Realmente minha vida não poderia estar pior. Assim que fechei a última mala levei as duas para o térreo,até a sala, onde meus pais e minha irmã também estavam com suas malas e as da Alice, comecei a me despedir deles já que as 16:30 o jato que nos levaria até lá estaria partindo. Comecei pela minha filha, a peguei dos braços da minha mãe e a apertei, não muito forte para não machucar.

- Eu volto logo tá meu amor? E juro que trago a mamãe boa! - Depositei um beijo em sua testa e a entreguei para minha mãe. - Mamusca, já sabe né? Qualquer coisa que ela tiver me avisa.
- Tudo bem meu filho, vai com Deus tá? - Me abraçou e beijou minha bochecha.
- Fica com ele.
- Força meu filho! - Meu pai exclamou me abraçando, retribui com um sorriso de lado.
- Vai ficar tudo bem, Pi! - Falou a Bru quando eu a abracei.
- Tomara. - Suspirei a apertando em meus braços.

Dei mais um beijo em minha filha e peguei minhas malas indo de encontro ao motorista que já me esperava. Essa despedida estava doendo mais que as outras e eu seu porque, é porque eu não estou partindo para fazer milhares de pessoas felizes, e sim indo atrás da cura para minha mulher, que por um lado é bom, ela vai ficar bem logo, mas por outro para ter a cura obviamente precisa de uma doença, e isso que se passa.

Cheguei no aeroporto as 16:15 e a ambulância estava chegando na área de embarque com a minha mulher dentro, fui fazer o chek-in (sim, mesmo acompanhando uma paciente que iria ser transefirida, isso era necessário.) Depois disso fui para a área de embarque acompanhado de um segurança, já que no local havia bastante pessoas e vários jornalistas, os quais os seguranças tentavam afastar.

Estava me aproximando da minha mulher que ainda estava dentro da ambulância mas fui impedido por um médico que pediu para mim colocar as roupas de proteção, ou seja, toucas, máscaras e luvas. Obviamente aquilo era para não passar bactérias a minha mulher ou ela não transmitir alguma bactéria durante o trajeto. O médico me explicou que ela estava sedada para não se cansar durante o vôo e não se mover muito, segundo ele aquele era o melhor a se fazer.

As exatamente 16:30 entramos no jato e partimos para Londres, no jato foi somente eu, o médico, enfermeiro, piloto, co-piloto e minha mulher. Depois de quase 11 horas de vôo totalmente cansativo finalmente chegamos a Londres, aquela cidade maravilhosa que infelizmente não poderia ser aproveitadaadadormecira de manhã cedo na cidade, para ser mais exato 6:30 da manhã, desci do jato e logo atrás viam o médico e o enfermeiro que me acompanhou na viagem juntamente com a maca com minha esposa sobre ela, uma ambulância com vários médicos já nos esperavam ali, a colocaram na ambulância e eu também entrei a acompanhando até o hospital.

Durante o trajeto até o hospital podia ver pela janelinha da ambulância as pessoas começando seu dia, algumas crianças bem agasalhadas transitavam com seus pais, as lojas começavam a abrir, o trânsito começava a ter uma quantidade maior de carros, enfim, um novo dia começava para aquelas pessoas, enquanto para mim era um novo dia cheio de torturas e tristezas.

Chegamos no hospital e ela foi levada para uma ala do hospital onde na porta havia o nome ' Brazil' ao entrar juntamente com o médico e seu enfermeiro vi que tudo ali era brasileiro, digo, as pessoas, todas falavam português e aquilo me aliviou muito, já estava preocupado em como sobreviveria sem saber falar inglês.

O médico me deixou na recepção acertando o cadastro da Sô ali e ele foi juntamente com seu enfermeiro falar com outros médicos, provavelmente os que cuidariam da Sophia, fiz a ficha dela e me sentei em um dos confortáveis bancos que havia ali, minutos depois o medico voltou e me informou:

- Bem Luan, você poderá ir pro hotel e voltar somente mais tarde.
- Mas, eu queria ficar aqui.
- Não é necessário meu jovem, não podemos fazer nada aqui,ela irá descansar e só mais tarde irão começar os exames.
- Tudo bem. - Suspirei. - Vocês vão comigo?
- Infelizmente Luan eu não posso ficar aqui em Londres, tenho trabalho no Brasil. - Fez uma pausa. - Mas não se preocupe, já passei toda ficha ao médico e sua esposa estará em boas mãos.
- Creio que sim.

Nos despedimos e eu chamei um táxi, decidi não arriscar meu inglês e somente entreguei o cartão que recebi com o nome do hotel, ao chegar lá paguei ao táxi e entrei no luxuoso hotel, alguns funcionários falavam português o que me ajudou. Me levaram até meu quarto onde eu fui direto tomar um banho, depois me joguei na cama e nem me importei em ver meu celular, apenas adormecido.

Demorei pra fazer esse capitulo em? Mas saiu! Espero que estejam gostando e comentem!

2 comentários:

  1. A Sô vai ficar bem! Isso é só uma fase, logo logo ela está curada.
    Giselly

    ResponderExcluir
  2. Tenho certeza q tudo vai pasar e todos vão voltarva ser feliz

    ResponderExcluir